O agachamento sumô é uma variação do agachamento livre feita com os pés bem afastados, além da largura dos ombros, e as pontas voltadas para fora. A postura mais aberta muda o ângulo de trabalho das pernas, dando mais destaque para o quadríceps e o adutor, além do glúteo.

É uma boa alternativa para quem tem o quadril mais largo ou sente desconforto na postura mais fechada do agachamento tradicional, já que a rotação externa dos pés costuma facilitar a descida completa.

Pode ser feito com barra, halter ou kettlebell segurado à frente do corpo, dependendo do equipamento disponível e do nível de experiência.

Para que serve o agachamento sumô

O objetivo é trabalhar as pernas em um padrão de agachamento com base mais larga, o que muda a distribuição do esforço entre quadríceps, adutores e glúteos em comparação com o agachamento tradicional.

Também é uma opção interessante para variar o estímulo de treino sem precisar trocar de exercício, já que só a posição dos pés já modifica bastante a exigência muscular.

Músculos trabalhados no agachamento sumô

agachamento sumo

  • Quadríceps, recebe destaque extra na postura mais aberta, principalmente na fase de subida
  • Adutores, músculos da parte interna da coxa, bastante ativados pela rotação externa dos pés
  • Glúteo máximo, participa da extensão do quadril, mas com menos ênfase do que em variações mais fechadas
  • Isquiotibiais, auxiliam na estabilização do movimento

Como fazer o agachamento sumô corretamente

agachamento sumo como fazer

1. Fique em pé com os pés bem além da largura dos ombros, pontas voltadas para fora em cerca de 45 graus.

2. Segure o peso à frente do corpo, com halter ou kettlebell, ou nas costas se estiver usando barra.

3. Mantenha o tronco ereto e o peito aberto, essa é a posição inicial.

4. Desça flexionando quadril e joelhos ao mesmo tempo, levando os joelhos na direção dos dedos dos pés.

5. Continue descendo até as coxas ficarem paralelas ao chão, ou até onde a mobilidade permitir.

6. Suba empurrando o chão com os pés, estendendo quadril e joelhos ao mesmo tempo.

Execução do Agachamento Sumô Terra com Barra

    agachamento sumo terra com barra

  1. Posicione os pés afastados além da largura dos ombros, com as pontas levemente voltadas para fora.
  2. Aproxime-se da barra no chão, mantendo-a centralizada entre os pés.
  3. Flexione os joelhos e quadris, mantendo o tronco ereto e o peito aberto.
  4. Segure a barra com as mãos entre as pernas, em pegada pronada ou mista.
  5. Ative o abdômen e mantenha a coluna neutra.
  6. Empurre o chão com os pés, estendendo joelhos e quadris simultaneamente para levantar a barra.
  7. Finalize ereto, com quadris e joelhos totalmente estendidos e ombros para trás.
  8. Para descer, flexione quadris e joelhos controladamente, mantendo a barra próxima ao corpo até o chão.

Erros mais comuns no agachamento sumô

Ângulo dos pés exagerado. Uma rotação externa muito grande pode forçar o joelho, o ideal é ajustar o ângulo conforme a mobilidade individual de quadril.

Deixar os joelhos caírem para dentro. Isso sobrecarrega a articulação, o ideal é manter os joelhos alinhados com os pés durante toda a descida.

Inclinar demais o tronco para frente. Diferente do agachamento tradicional, o sumô pede um tronco mais ereto, inclinar demais tira o foco das pernas.

Amplitude incompleta. Parar antes de atingir a profundidade adequada reduz o trabalho do quadríceps e do adutor ao longo do movimento.

O agachamento sumô ativa mais o glúteo que o agachamento tradicional?

Um estudo publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health comparou, por eletromiografia, cinco variações de agachamento em fisiculturistas competitivos, incluindo o agachamento sumô, o frontal e o tradicional com barra nas costas (Coratella et al., 2021).

O resultado mostrou que o agachamento frontal ativou mais o glúteo máximo do que o sumô na fase de descida, com uma diferença de 40% a 47% em relação às variações com a barra nas costas. Já o sumô se destacou justamente no quadríceps, superando o agachamento frontal em cerca de 20% a 23% na fase de subida, e na ativação do adutor, com a versão de pés mais rotacionados chegando a quase 27% a mais que o agachamento frontal.

Na prática, isso corrige uma ideia comum de que o sumô é o “agachamento do glúteo”. Ele é, na verdade, uma excelente opção para quadríceps e adutor, e vale combinar com o agachamento com barra tradicional ou o agachamento goblet para um trabalho mais completo de glúteo.

Ficha de treino sugerida

SérieRepetiçõesDescanso
Aquecimento15 (carga leve)30s
1ª série10 a 1260s
2ª série10 a 1260s
3ª sérieaté a falha

Leia também: Agachamento com Barra, Agachamento Goblet e Cadeira Adutora.

Perguntas frequentes sobre o agachamento sumô

Agachamento sumô é melhor para o glúteo que o tradicional?

Não necessariamente. Estudos mostram que variações mais fechadas, como o agachamento frontal, ativam mais o glúteo máximo. O ponto forte do sumô é o quadríceps e o adutor.

Qual ângulo dos pés usar no agachamento sumô?

Em torno de 45 graus costuma funcionar bem para a maioria das pessoas, mas o ideal é ajustar conforme a mobilidade individual de quadril e tornozelo.

Agachamento sumô é bom para quem tem dor no joelho?

Pode ser uma opção mais confortável para alguns casos, mas quem tem histórico de dor no joelho deve buscar orientação profissional antes de incluir qualquer variação de agachamento no treino.

Quantas séries de agachamento sumô fazer no treino de perna?

De 3 a 4 séries costuma ser suficiente, seja como exercício principal ou como variação para alternar com o agachamento tradicional ao longo das semanas.

Conclusão

O agachamento sumô é uma ótima variação para dar mais ênfase ao quadríceps e ao adutor, com a vantagem de permitir uma postura mais ereta do tronco durante o movimento.

Combine com variações mais fechadas de agachamento ao longo do treino para desenvolver as pernas de forma mais completa.

  • CORATELLA, G. et al. The Activation of Gluteal, Thigh, and Lower Back Muscles in Different Squat Variations Performed by Competitive Bodybuilders. International Journal of Environmental Research and Public Health, 2021. Ver estudo

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